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Moinho de São João

Categoria: Cultura
Publicado em terça, 27 abril 2021, 16:49
Atualizado em quarta, 28 abril 2021, 17:38

Moinho de São JoãoOs moinhos fazem parte integrante da nossa cultura e tradição. Se durante muitos séculos fizeram parte das nossas paisagens e memórias, hoje em dia estão em risco de desaparecer e com eles se perde uma parte da nossa identidade. Desta forma, é necessário cada vez mais enaltecer o papel fundamental que estes desempenharam na sociedade da altura, com a moagem de cereais (milho, trigo), alimentando e chegando mesmo a ser o sustento de muitas famílias.

Um dos moinhos que desempenhou essa mesma função, foi o Moinho de vento da Ponta Rasa, também conhecido como Moinho de São João ou Moinho do Mistério de São João, na freguesia de São João, concelho das Lajes do Pico. Trata-se de um dos muitos exemplares de moinhos de vento giratórios à volta da Ilha do Pico, erguido no século XX, mais precisamente no ano de 1949, tendo sido desactivado em 1969. Este moinho assenta num embasamento troncocónico em alvenaria de pedra, com juntas consolidadas a argamassa e caiadas. O corpo giratório de madeira, é acedido por uma escada no mesmo material, que gira em conjunto servindo de leme. Possui cobertura cónica e hélice de quatro pás.

Numa instalação para moagem existiam duas mós, sendo uma delas estática, denominada poiso, assente no chão do moinho, sobre a qual se colocava uma segunda mó com uma folga ligeira de modo a que não impedisse o movimento de rotação, denominada corredor, com raio idêntico ao do poiso mas com altura inferior.

A energia que chegava à base do moinho através do seu eixo central era utilizada para fazer rodar a mó. Uma mó é uma pedra maciça, esculpida em forma de anel cilíndrico achatado, de faces sulcadas e cujo centro vazio se chamava olho da mó.

A rotação do corredor friccionava os grãos contra o poiso, esmagando-os repetidamente até que, lentamente, se transformavam em farinha. A energia centrífuga provocada pela rotação do corredor fazia com que o grão se deslocasse desde o olho até a circunferência da mó, onde era recolhido já em farinha.
O corredor estava suspenso no eixo vertical, sendo fixo a este através de um suporte metálico regulável em altura de nome "segurelha". Quando os sulcos das mós desapareciam, cabia ao moleiro criar novos sulcos para que a moagem dos cereais fosse possível, acto ao qual se chamava o "picar da mó" , que era realizado com o auxílio de ferramentas cuja forma e função se assemelhavam à de uma picareta, daí o seu nome "picão" ou "picadeira".

A mó, por sua vez, funcionava através da energia cinética de rotação gerada no mastro devido à propulsão dada pelo vento ao ser captado pelas velas e transmitida pelo eixo central até à base do moinho fazia rodar moendo os cereais, aproveitando a energia eólica.

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