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MISSÃO DE COOPERAÇÃO – II SEMINÁRIO TRANSNACIONAL DE INTERCÂMBIO DE EXPERIÊNCIAS – PROJETO ECO-TUR

Categoria: Turismo
Publicado em quinta, 22 junho 2017, 17:14
Atualizado em sexta, 23 junho 2017, 10:03

eco tur

16 E 17 DE JUNHO DE 2017 | MADALENA E LAJES DO PICO AÇORES

Organização: Lajes do Pico | Madalena | Teguise (Lanzarote, Canárias)

ABERTURA

Sejam bem-vindos às Lajes do Pico, onde decorre o II Seminário de Intercâmbio de Experiências.

Uma breve apresentação na abertura deste seminário.

O eco-turismo encontra na ilha açoriana do Pico, em pleno Atlântico Norte, contextos singulares na interação mar-terra-homem, onde é possível encontrar histórias de equilíbrios notáveis e experiências de vidas míticas que partilhamos, neste seminário, com outros povos, da Madeira, de Porto Santo, das Canárias, de Cabo Verde.

No pêndulo do tempo, no concelho das Lajes do Pico, com mais de 500 anos de história, a cultura deste povo centra-se na baleia desde o século XIX, uma cultura patente aqui como em nenhum outro sítio dos Açores ou de Portugal.

Nesta terra baleeira, vivemos com antigos baleeiros que passaram a levar turistas a descobrir as emoções de avistar baleias, experimentamos caminhos e trilhos que ligam o mar às vigias das baleias, aos varadouros, às casas dos botes baleeiros convertidas em museus e em Sede da candidatura da cultura da baleia à Unesco, à fábrica da baleia transformada em centro de artes, vemos provas desportivas em botes baleeiros, outrora usados na baleação, mostramos uma cultura expressa na literatura, no artesanato, na música e na fé na protectora dos baleeiros, Nossa Senhora de Lourdes.

É esta fantástica cultura da baleia, que enquadra a criação da marca “Lajes do Pico, Capital da Cultura da Baleia” e que, com o propósito de valorizar uma cultura e um património únicos nos Açores, em Portugal e no Mundo, sustenta a ideia de candidatar à Unesco a Cultura da Baleia, a fim de ser classificada como Património da Humanidade, uma ideia que mereceu há poucos dias o apoio do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.

A Câmara Municipal tem definido no seu plano de atividades a importância estratégica da cultura da baleia no desenvolvimento e promoção do ecoturismo no Município das Lajes do Pico.

Muito obrigado e vamos ao trabalho!

LAJES DO PICO

É O MUNICÍPIO CAPITAL DA CULTURA DA BALEIA

O nosso futuro funde-se na baleia, apropriada pela cultura de um povo e de uma terra, em instituições, tradições, crenças, património, arquitectura, música, arte, literatura, investigação científica, protecção e educação ambiental, interculturalidade, procura turística internacional, o que pode ser abarcado num conceito lato designado de “cultura da baleia”, que tem um significado historicamente profundo no concelho e na vila das Lajes do Pico, onde se expõe um dos mais valiosos patrimónios da cultura da Região Autónoma dos Açores e de Portugal.

A oferta no turismo cultural, natural e de aventura, tem diversas componentes, na ilha e no mar, com destaque para os trilhos e no âmbito deste projeto pretende-se criar um trilho designado de “Trilho Cultura da Baleia”.

TRILHO CULTURA DA BALEIA

Trata-se de um projecto destinado a melhorar a oferta turística do Município das Lajes do Pico, através da criação de um trilho que permitirá conhecer, a andar a pé, vários elementos do património icónico da cultura da baleia, na vila das Lajes e na sua envolvente, como o Museu dos Baleeiros, a vigia da baleia da Queimada, a antiga fábrica da baleia, agora Centro de Artes e Ciências do Mar, as casas dos botes baleeiros (onde ficará a Sede da Candidatura à Unesco e o futuro Centro de Interpretação da cultura da Baleia), os varadouros, lojas de artesanato, a biblioteca Dias de Melo, lugares de culto religioso, como a igreja de Nossa Senhora da Conceição no Convento dos Franciscanos, a Ermida de São Pedro, o primeiro templo da ilha do Pico, a Igreja Matriz da Santíssima Trindade, onde permanece a Padroeira dos Baleeiros, Nossa Senhora de Lourdes, o Monumento aos Baleeiros, o Penedo Negro, local onde aportou o primeiro povoador da ilha, e o Forte de Santa Catarina, único na ilha do Pico.

 O trilho “Cultura da Baleia” permitirá ligar algumas geopaisagens do geoparque Açores, como a arriba fóssil e a fajã lávica das Lajes, onde na plataforma costeira da vila das Lajes, a câmara municipal pretende construir uns passadiços,  em estruturas de madeira, que possibilitarão uma visita única à fajã lávica das Lajes e que incluirão observatórios de aves.

A instalação do trilho “Cultura da Baleia” será usado como instrumento para restaurar alguns elementos construtivos, paisagísticos e ambientais dissonantes.

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA PARA APRESENTAR AS CONCLUSÕES DO SEMINÁRIO

  1. Partilhámos com os nossos parceiros experiências de ecoturismo de empresas turísticas do Pico, uma ilha central no ecoturismo dos Açores
  2. É necessário melhorar a articulação entre os investimentos públicos municipais e as empresas turísticas, com especial enfoque no turismo cultural, turismo de natureza e turismo de aventura.
  3. Vamos envolver cidadãos, empresários e técnicos de turismo no desenvolvimento de um trilho de ecoturismo, através de um Comité de Ação Local.
  4. No caso das Lajes esse trilho chamar-se-á “Trilho Cultura da Baleia” e será desenvolvido na vila das Lajes e na sua envolvente. Passará pelo património histórico da baleia, empresas de whale watching e de artesanato, e por geossítios com a instalação de passadiços na plataforma costeira da fajá lávica das Lajes.
  5. É importante reduzir os custos energéticos com a iluminação pública e com os sistemas de abastecimento de água e apostar mais nas implementação das energias renováveis (exemplo: aproveitamento da água da Lagoa do Paúl para a produção de energia hidroeléctrica, um projeto em desenvolvimento numa parceria entre a câmara municipal das Lajes do Pico e a EDA.
  6. É essencial controlar os efeitos do urbanismo para que o Pico tenha uma imagem única.
  7. É fundamental implementar a certificação do queijo do Pico, por se tratar de um produto DOP, no sentido de melhor rentabilizar o trabalho dos agricultores.
  8. Verifica-se a existência de alguns constrangimentos no turismo do Pico que importa resolver como a falta de alojamento turístico, a carência de alguns produtos locais na gastronomia dos restaurantes e do alojamento turístico (leite do dia, queijo fresco, peixe), a insuficiência no número de voos entre o Pico e Lisboa (a AMIP luta para que até 2020 a ilha tenha um voo diário com Lisboa na época alta), o problema com algumas agências de viagens que fazem do Pico uma ilha de excursionistas, não uma ilha de turistas, as insuficiências na cobertura de internet, faltando aperfeiçoar o sistema de recolha de resíduos sólidos na ilha.
  9. Todo este trabalho pretende, no fim, criar mais emprego.
  10. Há uma mensagem para cada pessoa que vive no Pico. É necessário desenvolver, ainda mais, a consciência ecológica, cuidando de cada metro quadrado da ilha, que dará ainda maior notoriedade ao Pico, enquanto ilha central ou capital no ecoturismo dos Açores, de acordo com o seu potencial humano e natural.

 

Roberto Silva

 

AGRADECIMENTOS

Ao Diretor do Museu dos Baleeiros, Manuel Costa Jr. e à Cláudia Melo, da empresa Épico.

 

Fotos do evento:

https://www.facebook.com/pg/cmlajesdopico/photos/?tab=album&album_id=1505119292883347

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