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As crianças e os animais de estimação!

Categoria: Cidadania
Publicado em terça, 25 fevereiro 2014, 16:33
Atualizado em terça, 25 fevereiro 2014, 16:36

Município das Lajes do PicoSerá que os animais de estimação são uma boa companhia para as crianças?

Tudo se resume a uma questão de bom senso.
Ter um animal requer alguns cuidados. Cada família deve decidir de forma individual a melhor altura para ter um animal de estimação. É essencial promover o afeto e o compromisso de qualquer família nesta nova responsabilidade para que os benefícios ultrapassem ou sobreponham os eventuais riscos pois os animais não são brinquedos. Haverá animal perfeito? Não. Deverá ser dócil, ter uma boa saúde e de fácil socialização com as crianças.
Os pais devem promover tempo de qualidade para regular o convívio entre os animais e as crianças, ensinando a interagirem mutuamente de forma adequada e gradual, com supervisão permanente e bom exemplo parental. Uma decisão consciente, devidamente informada e ajustada promove a cumplicidade, a ternura, a diversão, o afeto e a responsabilidade entre as crianças e os animais.
A partir da convivência com animais, a criança desenvolve responsabilidade (ao ajudar os pais a cuidarem da alimentação, da limpeza, da medicação quando necessária), a sensibilidade, a compreensão, os sentimentos de solidariedade, generosidade, carinho e respeito. Outras vantagens incluem o aumento de sentimentos de auto-estima e de tolerância, melhoria do humor, da concentração, das regras sociais e de confiança.
O animal passa a fazer parte do mundo imaginário da criança, ensina a amar e a respeitar os outros seres.
Os animais também poderão ser fortes aliados no desenvolvimento físico e na saúde das crianças através das brincadeiras e caminhadas diárias. No caso dos cães, incentiva o gosto pelos passeios e jogos ao ar livre. As terapias assistidas por animais são capazes de promover melhorias físicas, sociais, emocionais e cognitivas em crianças com deficiências sensoriais, com dificuldades motoras, entre outras. Alguns estudos indicam que as crianças que tiveram algum tipo de animal até aos cinco anos de idade, tornaram-se posteriormente mais resistentes a algumas doenças do foro respiratório e alergias.
No caso de a criança ter que conviver com algum cão estranho, aqui ficam algumas dicas para se evitarem situações menos agradáveis:
– a criança só deve aproximar-se de um cão sob a supervisão de um adulto e se aquele estiver com trela;
– se o animal estiver do outro lado de uma vedação, a criança não deve ser autorizada a tentar tocar no animal, nem sequer colocar as mãos na vedação;
– a criança não deve dirigir-se a um cão a correr ou a saltar pois facilmente poderá assustá-lo;
– ao aproximar-se e ao brincar, a criança deve manter a cara afastada do focinho do animal;
– ao fazer miminhos, de preferência no dorso e não no focinho, a criança não deve recuar/avançar com a mão pois o cão pode entender o gesto como brincadeira e ir atrás da mão para brincar;
– o cão nunca deve ser abraçado, apertado ou puxado;
– a criança não deve gritar, fazer movimentos bruscos nem olhar diretamente o cão nos olhos.
Agora a decisão é sua! Se optar por adotar/comprar um animal de estimação não se esqueça de o fazer com responsabilidade. Se não quiser um, respeite-os na mesma. Em ambos os casos, promova o respeito mútuo.

 

Sally Lopes
Médica Veterinária Municipal

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