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Locais de Interesse

Museu dos Baleeiros

dsc 005 001Enquadrado na categoria de Museu Regional, o Museu do Pico reúne as extensões (pólos) do Museu dos Baleeiros, na vila das Lajes, do Museu da Indústria Baleeira, na vila de S. Roque do Pico e do Museu do Vinho na vila da Madalena.

A ideia de criar na ilha um museu temático que fosse capaz de perpetuar a memória baleeira e dinamizar o turismo local surge nos finais dos anos 60, princípios dos anos 70, nas Lajes do Pico. Em 1971 é nomeada, pela Comissão Regional de Turismo da Horta, a Comissão Organizadora do Museu da Baleia. Em 1977 realizou-se o contrato de arrendamento das três antigas casas de botes baleeiros do séc. 

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XIX, no cais das Lajes do Pico, tendo em vista a instalação do museu, que passa a ser designado como Museu dos Baleeiros. Em 1986 iniciou-se o projecto de adaptação, restauro e reabilitação das antigas casas de botes, da autoria do arquitecto Paulo Gouveia. O Museu dos Baleeiros (único especializado em Portugal na temática baleeira) é inaugurado a 28 de Agosto de 1988, sendo candidato ao Prémio Europeu do Ano em 1991. O edifício do museu é constituído por um conjunto de três antigas casas de botes baleeiros do séc. XIX e complementado por uma tenda de ferreiro anexa, integrada num novo corpo edificado e fortemente marcado por uma arquitectura de inspiração baleeira norte-americana que alberga a biblioteca - arquivo, os serviços técnicos e administrativos e a direcção. A área pública do Museu é ocupada por cinco núcleos de exposição permanente: 1. núcleo do bote baleeiro açoriano; 2. núcleo da tenda de ferreiro, 3. núcleo da construção naval; 4. núcleo da arte baleeira; 5. núcleo do baleeiro em terra. O museu conta ainda com um pequeno espaço que funciona como recepção e local de vendas, uma biblioteca/arquivo especializada na temática baleeira e um pequeno auditório, vocacionado para o visionamento de filmes, montagem de exposições, acção cultural e serviço educativo.


O Museu dos Baleeiros assume-se claramente como a única estrutura museológica dos Açores, em complementaridade com o Museu da Indústria Baleeira, com potencial para se tornar num espaço privilegiado de explicação global do ciclo histórico da baleação a nível regional. Este museu, amplamente o mais procurado e visitado dos Açores (com números que atingiram, surpreendentemente, os 28 000 visitantes anuais), é, por direito próprio, uma referência incontornável no panorama museológico da Região e do país.

Museu dos Baleeiros: Exposições

 O Museu dos Baleeiros é constituído por cinco núcleos expositivos de longa duração:

 1. Núcleo do bote baleeiro açoriano – o conjunto do bote baleeiro e a sua palamenta representam os instrumentos utilizados pelos baleeiros açorianos na pesca da baleia e constituem-se como os elementos explicativos estruturantes do espaço onde se inserem (este sistema de pesca artesanal utilizava o arpão e a lança manuais como processo técnico de captura do cachalote);

2. Núcleo da tenda de ferreiro – este espaço é a musealização de sítio de uma antiga oficina de ferreiro, estrutura que, devidamente integrada e contextualizada, apresenta uma importante coleção de ferramentas tradicionais (nesta unidade artesanal eram produzidos as alfaias e os artefactos – arpões, lanças, espeides, ganchos, etc. - ligados ao processo técnico da caça e transformação dos cachalotes);

3. Núcleo do baleeiro em terra – este espaço procura materializar a vida dos baleeiros em terra, uma vez que, considerando a sazonalidade da atividade baleeira, estes exerciam a pesca da baleia parcialmente e de forma complementar, como homens da terra e do mar (objetos relacionados com o universo agropastoril, os transportes, a tecelagem, a debulha, a moagem, a matança do porco e o culto ao Divino Espírito Santo);

 4. Núcleo da construção naval - este espaço debruça-se sobre as técnicas e o processo de construção do bote baleeiro açoriano, uma herança da baleação americana, devidamente adaptada e melhorada, pelos primeiros grandes construtores navais da ilha do Pico, ao novo tipo de baleação – sedentária e estacional – praticada pelos açorianos (ferramentas de carpintaria, bote baleeiro à escala real, formas e moldes de construção, planos, projetos e modelos de construção);

5. Núcleo da arte baleeira – neste espaço é apresentado um numeroso, diversificado e valioso conjunto de trabalhos em marfim e osso de cachalote e em madeira. O valor dos objetos que integram este núcleo decorre do seu interesse estético-simbólico e do seu valor cultural, patrimonial e artístico

Museu dos Baleeiros: Horários, Contatos e outras informações


HORÁRIO

De terça a sexta-feira das 09h15 às 12h30 e das 14h00 às 17h30

Sábados e domingos das 14h00 às 17h30

Encerrado ao público às segunda-feiras e feriados

 

CONTATOS

Rua dos Baleeiros nº 13
9930-143 Lajes do Pico
Tel.: (351) 292 679 340
Fax: (351) 292 672 276
e-mail:  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
site: http://museus.azores.gov.pt

 

INGRESSO

dente trabalhado

Bilhete normal: 2.00 Euros
Bilhetes com desconto: 50% de desconto para portadores do cartão-jovem, jovens entre os 15 e os 25 anos, reformados, aposentados, pessoas com mais de 65 anos e docentes de qualquer grau de ensino.
Entrada gratuita: Domingo e feriado municipal, Dia Internacional dos Museu (18 de Maio), crianças até aos 14 anos, portadores do Cartão Interjovem, membros da APOM/ICOM, investigadores, jornalistas e profissionais de turismo (no desempenho das suas funções), professores e alunos (integrados em visitas de estudo programadas), mecenas e membros de Associações de Amigos do respectivo museus, funcionários da DRaC e serviços dependentes.

Monumento aos Baleeiros

2611375Em 2001, para assinalar a passagem dos 500 anos da criação do Município, a Vila concebeu uma homenagem aos protagonistas da centenária saga baleeira: um monumento, da autoria do escultor Pedro Cabrita Reis, colocado no porto a desafiar o oceano. Nessa data, Cabrita Reis escreveu um breve texto em que fala da sua obra e do modo como com ela procurou, em termos estéticos, corresponder a uma representação da saga baleeira.

«Uma obra deve perdurar no tempo, atravessando as diversas conjunturas temporais, sem se tornar anacrónica. Para isso, deverá ter uma forte carga simbólica, em vez de se limitar apenas a tentar, pobremente, imitar a realidade. A sociedade transforma-se por via das interrogações que a cada momento se colocam, as mentalidades enriquecem-se e criam uma consciência nova. Apesar de tudo não podemos ignorar o que fizemos, e a história das Lajes do Pico é inevitavelmente feita também pelos baleeiros.

Uma comunidade responsável deve viver em paz com a sua história. Para marcar a lembrança do seu passado construiu-se um monumento que transmite para o futuro algo que faz parte de si próprio. É essa a intenção de um Monumento à Baleação.

Do homem interessa-nos o seu engenho, a sua capacidade de edificar. Do mar e da baleia, um todo aqui simbolizado pela curva desenhada ao longo do monumento.

No branco luz, a memória da espuma das ondas. E os nomes dos baleeiros que fizeram a história da baleação nas Lajes do Pico.»

Pedro Cabrita Reis, escultor (2001)

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Câmara Municipal das Lajes do Pico, Rua de São Francisco, Convento de São Francisco, 9930-135 - Lajes do Pico. Telefone: 292 679 700 Telemóvel: 91 090 31 89